A arquitetura para a saúde vai muito além da estética. Em hospitais e ambientes assistenciais, decisões técnicas relacionadas a normas, desempenho dos materiais, durabilidade e manutenção são determinantes para a segurança, a eficiência e a experiência de quem utiliza esses espaços.
Esses temas foram o foco da conversa entre Izabela Cunha, da Tecnoperfil, e Moema Loures, da Arto Arquitetura, no podcast técnico da Arto. O diálogo reforça a importância de uma atuação integrada entre arquitetura e indústria desde as fases iniciais do projeto.
Neste artigo, reunimos os principais insights do episódio, destacando como essa parceria contribui para ambientes de saúde mais seguros, funcionais e preparados para o uso intensivo.
Normas técnicas: segurança, clareza e apoio ao projeto
A interpretação das normas é um dos principais desafios na arquitetura para a saúde, especialmente para profissionais em início de carreira. Documentos como a RDC 50 da Anvisa e as NBRs são essenciais para garantir segurança, acessibilidade e funcionalidade, mas não devem ser vistos como barreiras e sim como guias para boas decisões de projeto.
No podcast, Izabela Cunha destacou o papel da Tecnoperfil como apoio técnico aos arquitetos e engenheiros, auxiliando na correta especificação dos produtos dentro das exigências normativas. Um exemplo prático é a otimização de circulações hospitalares: a RDC 50 exige corrimão em ao menos um dos lados do corredor, mas muitos projetos preveem corrimãos em ambos, elevando custos. A orientação técnica permite soluções mais eficientes, como a combinação de corrimão e protetor de parede, mantendo a conformidade e reduzindo o orçamento.
Essa atuação próxima da indústria contribui para a correta leitura das normas, evita excessos, reduz erros de execução e garante soluções técnicas mais coerentes e eficientes para cada tipo de projeto.
Os produtos da Tecnoperfil são desenvolvidos para atender às principais normas de desempenho, como NBR 9077 (segurança e saídas de emergência), NBR 15285 (propagação de chama), NBR 9565 (resistência ao impacto) e padrões antimicrobianos G21, fundamentais para ambientes de saúde.
Boas práticas de projeto
A conversa destaca a importância de projetar de forma colaborativa na arquitetura para a saúde, envolvendo arquitetura, engenharia, indústria e equipes de obra desde o pré-projeto. Essa integração permite escolhas mais assertivas, evita especificações genéricas e melhora a execução.
Também reforça que cada ambiente exige soluções específicas: corrimãos, bate-macas, faixas protetoras e cantoneiras têm funções diferentes e devem ser aplicados conforme uso, fluxo e mobiliário. A especificação correta — definindo modelo, função e acessórios — é essencial para garantir desempenho e controle de custos.
Por fim, a atenção a detalhes como cantoneiras e a padronização com cores neutras e atemporais contribui para maior durabilidade, menor manutenção e ambientes mais harmoniosos ao longo do tempo.
Desempenho, durabilidade e manutenção
Na arquitetura para a saúde, durabilidade e manutenção fazem parte do projeto. Ambientes com alto fluxo exigem soluções que protejam as superfícies e reduzam intervenções constantes.
Os sistemas da Tecnoperfil oferecem desempenho comprovado, como corrimãos testados para suportar até 900N, além de superfícies lisas que facilitam a higienização e contribuem para o controle de infecções. Soluções complementares, como chapas protetoras e retentores de maca, ampliam a proteção em áreas críticas.
Para garantir esses resultados, os produtos atendem a critérios de resistência, segurança ao fogo, ação antimicrobiana e durabilidade, contando ainda com suporte técnico e orientação em obra, assegurando a correta instalação e o desempenho ao longo do tempo.
O papel da indústria
A conversa reforça que a indústria deve atuar como parceira técnica, e não apenas como fornecedora. A Tecnoperfil assume esse papel ao apoiar arquitetos e engenheiros em todas as etapas do projeto.
Essa parceria envolve suporte desde a especificação, orientação sobre normas e aplicações corretas, acompanhamento em obra com assistência técnica e continuidade no pós-obra, garantindo padronização, desempenho e durabilidade ao longo do tempo.
Essa atuação colaborativa fortalece a cadeia da construção civil e resulta em projetos de saúde mais eficientes, seguros e alinhados às reais necessidades de uso.
Como destacou Moema, a excelência na arquitetura para a saúde depende da integração entre arquitetura, indústria e engenharia/construção. Quando esses elos atuam de forma colaborativa, os projetos se tornam mais seguros, funcionais, duráveis e viáveis.
A proposta da Arto de formar arquitetos de excelência se conecta diretamente com a atuação da Tecnoperfil, que coloca seu conhecimento técnico e sua qualidade industrial a serviço do projeto.
Mais do que fornecer produtos, a Tecnoperfil entrega soluções e parcerias para a construção civil e para ambientes de saúde. Para aprofundar os temas e ver exemplos práticos, vale assistir ao episódio completo do podcast.